Política internacional e economia | Atualizado em 21 de outubro de 2026
Como é o governo de Javier Milei na Argentina? O presidente argentino adotou cortes de gastos públicos, reduziu subsídios, promoveu privatizações e aprovou uma ampla reforma trabalhista. A inflação caiu fortemente, mas o país também enfrenta desemprego, fechamento de empresas e dificuldades no orçamento das famílias. Afinal, quais medidas deram certo e quais tiveram consequências negativas para os argentinos?
Quando Javier Milei assumiu a Presidência da Argentina, em 10 de dezembro de 2023, encontrou um país com inflação elevada, dificuldades financeiras, pobreza e uma moeda que havia perdido grande parte de seu valor.
Ele chegou ao poder prometendo uma transformação radical: diminuir o tamanho do Estado, eliminar o déficit público, reduzir interferências governamentais e oferecer mais liberdade econômica para empresas e investidores.
Só que transformar a economia de um país não é como organizar uma planilha. Por trás de cada corte de gastos existem trabalhadores, aposentados, pequenos comerciantes e famílias que dependem de serviços essenciais.
Hoje, quase três anos depois da posse, há números que favorecem o discurso econômico do presidente e outros que mostram as dificuldades enfrentadas pela população.
Vamos analisar as principais medidas do governo Milei, seus resultados positivos e negativos e o que isso significa para quem vive do próprio salário.
O que é o governo de Milei e qual sua proposta para a Argentina?
Javier Milei é economista e político de orientação libertária. Sua visão econômica defende a livre concorrência, a propriedade privada, menos burocracia e uma presença menor do Estado nas atividades produtivas.
Na prática, o governo busca gastar menos do que arrecada, controlar a inflação, atrair investimentos privados, flexibilizar regulamentações e modificar a estrutura da administração pública.
Seus apoiadores acreditam que essas mudanças enfrentam problemas acumulados durante décadas. Já os críticos argumentam que a velocidade dos ajustes impôs custos sociais elevados, especialmente aos trabalhadores e às famílias mais pobres.
Quais foram as medidas mais severas tomadas por Milei?
1. Forte desvalorização do peso argentino
Logo em dezembro de 2023, o governo promoveu uma desvalorização expressiva da moeda. A cotação oficial do dólar passou de aproximadamente 366 para 800 pesos.
A medida procurou corrigir desequilíbrios cambiais e aproximar a cotação oficial das condições do mercado.
É importante lembrar que a inflação argentina já estava muito elevada antes da posse de Milei. A crise econômica não começou com seu governo, embora determinadas medidas tenham agravado inicialmente a pressão sobre os preços.
2. Redução de ministérios e cortes no funcionalismo público
A motosserra utilizada por Milei durante a campanha eleitoral se tornou o símbolo de sua política econômica.
Depois da posse, ministérios foram reorganizados, órgãos foram encerrados e milhares de postos de trabalho públicos foram eliminados.
As reduções atingiram servidores e contratados de diferentes organismos nacionais. A estratégia também incluiu programas de desligamento voluntário.
Para quem depende do emprego público, a redução da estrutura estatal tem um significado muito mais concreto do que simplesmente economizar dinheiro: pode representar a perda da renda de uma família.
3. Paralisação de obras públicas
Outra decisão foi interromper ou reduzir investimentos federais em estradas, infraestrutura, construções e outros projetos financiados pelo governo nacional.
A proposta era diminuir rapidamente as despesas e transferir parte da responsabilidade de novos investimentos para a iniciativa privada.
Uma obra parada pode até representar um gasto menor no orçamento daquele ano. Mas também pode significar uma estrada deteriorada ou uma estrutura necessária que continuará sem ser entregue.
4. Redução dos subsídios à energia, ao gás e ao transporte
Durante anos, o governo argentino subsidiou parte dos custos de serviços essenciais, ajudando a manter determinadas tarifas artificialmente mais baixas.
Milei diminuiu esse apoio e permitiu reajustes, procurando aproximar os valores cobrados dos custos reais dos serviços.
Para uma família trabalhadora, isso faz diferença. Mesmo que a inflação comece a cair, gastar mais para pagar luz, gás e transporte significa ter menos dinheiro disponível para alimentação, moradia e outras necessidades.
5. Fim de controles de preços e mudanças na lei de aluguéis
Milei também procurou diminuir a participação governamental na determinação de preços e contratos.
Uma das decisões mais conhecidas foi a revogação da antiga Lei de Aluguéis, permitindo maior liberdade na negociação entre proprietários e inquilinos.
Estudos identificaram aumento da oferta de imóveis para locação em determinados mercados após a mudança. Isso, entretanto, não significa que todos os argentinos passaram a encontrar moradias mais baratas.
6. Política rigorosa para aposentadorias e pensões
A Previdência também entrou no debate sobre o ajuste das contas públicas.
O governo alterou a fórmula de atualização de benefícios e resistiu a determinadas propostas de aumento dos pagamentos previdenciários.
Em 2025, Milei vetou iniciativas legislativas que ampliariam gastos com aposentadorias e assistência social, alegando riscos ao equilíbrio fiscal.
É preciso distinguir contenção de gastos de redução nominal dos benefícios: as decisões não significam que todas as aposentadorias foram simplesmente cortadas pelo mesmo percentual.
7. Restrições orçamentárias para universidades, saúde e pesquisa
Universidades públicas, instituições científicas e determinadas estruturas de saúde enfrentaram fortes restrições financeiras durante o ajuste.
Professores, estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde organizaram manifestações para reivindicar mais recursos.
O governo defendeu a necessidade de controlar despesas e melhorar a eficiência administrativa.
Existe uma questão importante nesse debate: economizar recursos na educação e na pesquisa pode reduzir despesas imediatas, mas a perda de profissionais e projetos também pode prejudicar o desenvolvimento de longo prazo.
8. Reforma trabalhista de 2026 e mudanças nas jornadas
Uma das reformas mais relevantes foi aprovada pelo Congresso argentino em 27 de fevereiro de 2026.
A Lei nº 27.802, publicada em 6 de março, alterou regras trabalhistas relacionadas a jornadas, negociação coletiva, indenizações e outros aspectos da contratação.
Entre as mudanças estão mecanismos de compensação de horas que, em situações autorizadas, podem permitir jornadas diárias de até 12 horas, respeitadas as exigências legais.
Isso não significa que todos os empregados argentinos passaram a trabalhar 12 horas por dia ou que todas as horas extras deixaram de existir.
Ainda é cedo para afirmar que a reforma produziu uma melhora ou piora definitiva no nível de emprego, pois entrou em vigor há poucos meses.
9. Regras mais rígidas contra bloqueios em manifestações
O governo argentino também adotou uma política mais rígida em relação ao bloqueio de vias públicas durante manifestações.
O Ministério da Segurança anunciou protocolos para impedir interrupções da circulação e permitir a atuação das forças policiais.
A discussão envolve dois direitos importantes: o de circular livremente e o de realizar manifestações pacíficas.
10. Fechamento de órgãos e incentivo às privatizações
Milei reduziu ou reorganizou organismos públicos e defendeu a transferência de determinadas atividades para empresas privadas.
Entre as mudanças estiveram o encerramento do INADI, órgão de combate à discriminação, e a reorganização de estruturas estatais de comunicação e administração.
A chamada Lei de Bases também criou mecanismos para autorizar determinadas privatizações e incentivar grandes investimentos.
É importante esclarecer que aprovar uma privatização não significa que todas as empresas autorizadas já tenham sido vendidas.
11. Abertura comercial e redução de determinados impostos
Nem todas as medidas econômicas do governo foram de aumento de preços ou redução de benefícios públicos.
O governo também eliminou ou diminuiu determinados impostos, facilitou procedimentos de importação e procurou estimular a concorrência.
Entre as medidas esteve o fim do imposto PAIS e a redução de determinados tributos ligados a exportações.
Também houve alterações que aumentaram a cobrança para alguns contribuintes, de modo que não seria correto afirmar que todos os impostos argentinos foram reduzidos.
12. Acordo de US$ 20 bilhões com o FMI
Em abril de 2025, a Argentina firmou um novo programa de financiamento de US$ 20 bilhões com o Fundo Monetário Internacional.
O acordo fez parte da tentativa de fortalecer a estabilização econômica, melhorar a situação financeira e dar maior confiança aos investidores.
O financiamento não representa dinheiro gratuito: envolve desembolsos, compromissos e pagamentos futuros.
13. Mudanças nos programas de assistência social
Embora o governo tenha promovido cortes profundos em diversos setores, determinados programas de transferência direta de renda foram preservados e ampliados.
Um exemplo é o benefício argentino por filho, conhecido como AUH, cujo valor real aumentou expressivamente no início do governo.
Ao mesmo tempo, outras políticas sociais sofreram reduções de recursos ou mudanças administrativas.
Portanto, não é correto afirmar que Milei acabou com toda a assistência social ou que todos os programas receberam mais recursos.
Quais foram os resultados positivos do governo Milei?
1. A inflação caiu fortemente
O combate à inflação é uma das maiores conquistas econômicas apresentadas pelo governo argentino.
| Período | Inflação mensal |
|---|---|
| Dezembro de 2023 | 25,5% |
| Setembro de 2026 | 1,9% |
Em setembro de 2026, a inflação acumulada em 12 meses estava em aproximadamente 33,4%.
A redução do ritmo de aumento dos preços traz previsibilidade para a economia. Contudo, produtos e serviços não voltam automaticamente aos preços antigos quando a inflação diminui.
2. O país conseguiu registrar superávit fiscal
O governo argentino apresentou superávits fiscais em 2024 e 2025.
Em 2025, o superávit primário do setor público nacional foi de aproximadamente 1,4% do PIB. Considerando também os pagamentos de juros, o saldo positivo ficou em cerca de 0,2% do PIB.
Esse resultado fortaleceu a estratégia de estabilização das contas públicas. Entretanto, contas equilibradas, por si só, não garantem melhoria imediata dos salários ou do emprego.
3. O PIB voltou a crescer em 2025
Depois da recessão de 2024, a economia argentina apresentou recuperação em 2025.
| Ano | PIB real | Situação |
|---|---|---|
| 2024 | -1,3% | Contração econômica |
| 2025 | +4,4% | Recuperação econômica |
| 2026 | Em andamento | Desaceleração e incertezas |
Os dados do FMI mostram a recuperação de 2025. Entretanto, a atividade econômica perdeu força durante parte de 2026.
Como o ano ainda não terminou, não seria correto tratar uma projeção de crescimento de 2026 como resultado final.
4. A pobreza caiu em relação ao fim de 2023
A pobreza é um indicador essencial para compreender se a recuperação econômica está alcançando a população.
| Período | População na pobreza |
|---|---|
| 2º semestre de 2023 | 41,7% |
| 1º semestre de 2024 | 52,9% |
| 2º semestre de 2024 | 38,1% |
| 1º semestre de 2025 | 31,6% |
| 2º semestre de 2025 | 28,2% |
| 1º semestre de 2026 | 32,3% |
Esses números revelam três momentos: um agravamento acentuado no início de 2024, uma recuperação até o fim de 2025 e uma nova alta da pobreza em 2026.
Mesmo com o aumento recente, a taxa de 32,3% permaneceu abaixo dos 41,7% registrados no segundo semestre de 2023.
Os dados são do INDEC e correspondem aos aglomerados urbanos pesquisados pelo instituto.
Quais são os resultados negativos do governo Milei?
1. A Argentina perdeu mais de 32 mil empresas empregadoras em termos líquidos
Entre o fim de 2023 e julho de 2026, o número de empresas empregadoras registradas na Argentina apresentou redução líquida de aproximadamente 32.290 unidades.
O resultado corresponde a uma queda de cerca de 6,3% na base de empregadores do período.
É importante diferenciar a redução líquida do número total de fechamentos: novas empresas podem ter sido criadas enquanto outras encerraram suas atividades.
Ainda assim, o saldo negativo preocupa, porque menos empresas empregadoras podem significar menos oportunidades de trabalho formal.
2. O desemprego chegou a 7,9%
Segundo o INDEC, a taxa de desemprego atingiu 7,9% no segundo trimestre de 2026.
A flexibilização das contratações é defendida pelo governo como caminho para ampliar o emprego. Mas mudanças na legislação não produzem automaticamente novos postos de trabalho.
Para que as empresas contratem, também é necessário haver demanda, investimento e perspectivas econômicas favoráveis.
3. Setores industriais e comerciais enfrentam dificuldades
A recuperação econômica argentina não ocorre da mesma forma em todos os setores.
Atividades como energia, mineração e agronegócio apresentam oportunidades, enquanto segmentos industriais e comerciais continuam enfrentando dificuldades de produção e vendas.
Uma economia pode registrar crescimento do PIB e, ao mesmo tempo, apresentar fechamento de pequenos negócios em determinadas regiões.
4. Muitas famílias continuam com o orçamento apertado
Apesar da queda da inflação, parte da população argentina continua enfrentando dificuldades para pagar despesas essenciais.
Em 2026, reportagens e pesquisas registraram famílias recorrendo a empréstimos para despesas cotidianas e encontrando dificuldades para fazer o salário durar até o fim do mês.
Isso acontece porque a inflação menor não elimina automaticamente perdas anteriores de poder de compra, desemprego ou reajustes de serviços.
O governo Milei está dando certo? Veja o balanço dos indicadores
| Indicador | Resultado até outubro de 2026 |
|---|---|
| Inflação | Melhora expressiva |
| Contas públicas | Superávit em 2024 e 2025 |
| PIB | Recuperação em 2025 e perda de ritmo em 2026 |
| Pobreza | Menor que em 2023, mas voltou a subir em 2026 |
| Desemprego | 7,9% no segundo trimestre de 2026 |
| Empresas empregadoras | Redução líquida superior a 32 mil |
| Obras públicas | Forte retração dos investimentos nacionais |
| Subsídios | Redução de gastos e maior pressão tarifária |
| Reforma trabalhista | Aprovada em 2026; efeitos de longo prazo ainda incertos |
O que aconteceria no Brasil se fossem adotadas medidas parecidas com as de Milei?
Essa comparação ajuda a entender por que as mudanças argentinas despertam tanto interesse no Brasil.
Um programa econômico semelhante poderia envolver privatizações, redução de gastos estatais, menos subsídios, abertura comercial e flexibilização de regras trabalhistas.
Para determinadas empresas, essas medidas poderiam reduzir custos e facilitar a realização de investimentos.
Por outro lado, trabalhadores e famílias dependentes de serviços públicos poderiam enfrentar mudanças nas condições de emprego, nas despesas mensais e na proteção social.
Mas não podemos esquecer uma diferença: Brasil e Argentina possuem economias, instituições e legislações diferentes. Uma medida que produz determinado efeito em um país não necessariamente terá o mesmo resultado no outro.
E a CLT brasileira, poderia sofrer mudanças semelhantes?
A CLT brasileira não é aplicada na Argentina. O país possui sua própria legislação trabalhista.
No Brasil, mudanças de grande alcance dependem dos procedimentos constitucionais e legislativos correspondentes.
Os debates brasileiros sobre jornada de trabalho, escala 6x1, horas extras e negociação coletiva podem ser comparados às reformas argentinas, mas não são propostas idênticas.
Na Argentina, a reforma de 2026 priorizou maior flexibilidade nas relações trabalhistas. No Brasil, parte importante do debate atual envolve a redução da jornada e a ampliação do tempo de descanso.
Perguntas frequentes sobre o governo Milei na Argentina
O governo Milei é de direita, com orientação econômica libertária e defesa de menor intervenção do Estado na economia.
Não. A inflação caiu expressivamente, mas continua existindo. Em setembro de 2026, a taxa mensal foi de 1,9%.
Melhorou em indicadores como inflação e equilíbrio fiscal. Entretanto, o desemprego, a queda no número de empregadores e a retomada da pobreza em 2026 mostram dificuldades importantes.
Não. A Argentina continua possuindo legislação trabalhista, mas a reforma de 2026 alterou regras importantes de jornada, negociação e indenizações.
A pobreza medida pelo INDEC passou de 41,7% no segundo semestre de 2023 para 32,3% no primeiro semestre de 2026. Entretanto, houve uma piora acentuada no início de 2024 e uma nova alta em 2026.
O salário mínimo nominal passou por reajustes, mas é necessário considerar a inflação para saber se houve ganho real de poder de compra. Um aumento nominal não representa, necessariamente, melhora nas condições de vida do trabalhador.
Não. O governo autorizou e promoveu processos de privatização e reorganização, mas isso não significa que todas as empresas estatais argentinas tenham sido vendidas.
Porque seu governo considera o equilíbrio fiscal fundamental para controlar a inflação, melhorar a confiança econômica e atrair investimentos.
Sim. As regras constitucionais argentinas permitem que ele dispute uma reeleição. A próxima eleição presidencial está prevista para 2027.
Conclusão: o governo Milei está dando certo ou errado?
Os resultados do governo Milei não cabem em uma resposta simples de sim ou não.
Na economia, existem avanços importantes. A inflação caiu de maneira expressiva, o país apresentou superávit fiscal e a atividade econômica se recuperou em 2025.
Mas também há um custo social que não deve ser ignorado. O desemprego, a redução do número de empresas empregadoras, a pressão sobre serviços públicos e a nova alta da pobreza em 2026 mostram que os benefícios ainda não alcançaram todos os argentinos da mesma maneira.
O verdadeiro desafio do governo Milei será transformar a estabilidade econômica em empregos de qualidade, salários com maior poder de compra e melhores condições de vida.
Afinal, equilibrar as contas de um país é importante. Mas o que realmente faz diferença para milhões de famílias é chegar ao fim do mês com dignidade, ter comida na mesa e conseguir planejar o próprio futuro.
Agora queremos saber sua opinião!
Você acredita que as medidas de Javier Milei são necessárias para recuperar a Argentina ou considera que os trabalhadores estão pagando um preço alto demais?
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Fontes e referências
INDEC — Instituto Nacional de Estatística
e Censos da Argentina:
dados de inflação, desemprego,
PIB e pobreza.
Consultar estatísticas oficiais
FMI — Fundo Monetário Internacional:
relatórios de acompanhamento
da economia argentina.
Consultar relatórios sobre a Argentina
Lei argentina nº 27.802/2026:
texto oficial da reforma trabalhista.
Consultar legislação trabalhista
Ministério da Economia da Argentina:
resultado fiscal de 2025.
Consultar balanço fiscal
Chequeado:
análise da evolução da pobreza em 2026.
Consultar análise da pobreza
Empresas empregadoras:
levantamento baseado nos registros da
Superintendência de Riscos do Trabalho,
com dados até julho de 2026.
Consultar levantamento
Imagem publicitária ilustrativa:
Travel luggage, safaritravelplus,
Wikimedia Commons, licença CC0.
Consultar origem da imagem
Nota editorial: informações disponíveis até 21 de outubro de 2026. Os resultados de 2026 ainda não representam o fechamento do ano econômico.
Um forte abraço! 🤝
Foi muito bom ter você por aqui.
Até o próximo papo!
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