E aí, meu caro, na paz?
Você entra no Magalu para procurar celular, geladeira, televisão ou algum item para casa. Mas já imaginou entrar no aplicativo e também encontrar o remédio que precisa?
Essa possibilidade voltou a chamar atenção depois de uma decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência revogou uma medida que impedia o Magazine Luiza de comercializar, distribuir e fazer propaganda de medicamentos.
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| Imagem ilustrativa:Decisão da Anvisa abre caminho para mudanças na venda de medicamentos pela internet |
Então agora vai dar para comprar remédio no Magalu como quem compra uma cafeteira?
Existe um detalhe muito importante nessa história. A decisão derruba uma restrição específica que existia contra a empresa, mas não significa uma autorização automática para qualquer medicamento começar a aparecer livremente no marketplace.
O que aconteceu com os medicamentos no Magazine Luiza?
A novidade ganhou atenção nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026. A Anvisa revogou a medida preventiva que proibia o Magazine Luiza de comercializar, distribuir e fazer propaganda de medicamentos.
A decisão consta da Resolução-RE nº 3.742, de 22 de setembro de 2026.
A restrição anterior vinha de 2021. Agora, o cenário jurídico mudou depois da entrada em vigor da Lei nº 15.357/2026, que alterou regras relacionadas à comercialização e à entrega de medicamentos.
Então já posso comprar remédio no Magalu?
Essa é provavelmente a maior dúvida de quem se depara com a notícia.
A resposta exige cuidado: a revogação da proibição não significa que comprar remédio no Magalu esteja automaticamente liberado de maneira irrestrita.
A nova legislação permite que farmácias e drogarias devidamente licenciadas contratem canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para participar da logística e da entrega de medicamentos ao consumidor.
Existe, portanto, uma diferença importante entre uma plataforma participar dessa operação e qualquer vendedor simplesmente anunciar medicamentos como se fossem produtos comuns.
Por que a Anvisa mudou a decisão sobre o Magalu?
Um dos pontos centrais é a mudança ocorrida na legislação brasileira.
A Lei nº 15.357/2026 passou a prever que farmácias e drogarias licenciadas podem contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para serviços de logística e entrega de medicamentos ao consumidor.
Isso criou um cenário diferente daquele existente quando as restrições anteriores foram determinadas.
Ao mesmo tempo, a Anvisa iniciou um processo regulatório para estabelecer regras específicas para a logística e entrega de medicamentos por plataformas digitais.
Ou seja: o comércio eletrônico passa a ter espaço nesse mercado, mas medicamento continua sendo um produto sujeito a controle sanitário próprio.
Comprar remédio no Magalu não significa comprar de qualquer vendedor
Esse ponto é importante para entender como a mudança pode chegar ao consumidor.
A legislação fala em farmácias e drogarias licenciadas e registradas nos órgãos competentes.
São esses estabelecimentos que poderão utilizar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para a logística e entrega, respeitando as normas sanitárias aplicáveis.
Na prática, o modelo pode aproximar a compra de medicamentos do ambiente digital que milhões de brasileiros já utilizam para adquirir outros produtos.
Mas o fato de a operação acontecer pela internet não transforma medicamento em mercadoria comum.
Só o Magazine Luiza entrou nessa história?
Não. A mudança envolvendo plataformas digitais é mais ampla.
Em agosto de 2026, a Anvisa já havia revogado medidas preventivas relacionadas a plataformas como Mercado Livre, iFood, Rappi, Submarino, Americanas e Shopee.
Na ocasião, a agência esclareceu que a revogação dessas medidas não deveria ser interpretada como uma autorização automática para a comercialização de medicamentos.
A decisão envolvendo o Magazine Luiza aparece agora dentro desse novo cenário criado pela legislação.
Por isso, buscas como comprar remédio pela internet, medicamentos no Magazine Luiza e remédios em marketplace podem se tornar cada vez mais comuns conforme esse mercado se adapta às novas regras.
A mudança vai além de comprar remédio no Magalu
A Lei nº 15.357/2026 trouxe outra mudança curiosa para o cotidiano do consumidor.
A legislação passou a permitir a instalação de farmácias ou drogarias dentro da área de venda de supermercados.
Mas isso não significa encontrar caixas de medicamentos misturadas às gôndolas de arroz, feijão ou produtos de limpeza.
A lei exige um ambiente físico delimitado, separado e exclusivo para a atividade farmacêutica, além da presença de farmacêutico legalmente habilitado durante todo o horário de funcionamento.
Também existem restrições para impedir que medicamentos sejam simplesmente expostos em bancadas, estandes ou gôndolas abertas fora do espaço destinado à farmácia.
É uma mudança que mostra como a forma de comprar medicamentos no Brasil pode começar a ficar diferente, tanto no ambiente físico quanto no digital.
E os medicamentos que precisam de receita?
A utilização de plataformas digitais não elimina as exigências existentes para medicamentos sujeitos a prescrição ou controle especial.
Receita, dispensação, controle sanitário e demais exigências continuam dependendo das regras aplicáveis a cada tipo de medicamento.
Portanto, comprar remédio pela internet não significa escapar das exigências que existiriam em uma farmácia física.
O que muda para quem compra medicamentos pela internet?
No curto prazo, a principal mudança é regulatória.
A nova lei criou uma base para que farmácias e drogarias licenciadas utilizem plataformas digitais na logística e entrega. Agora será importante acompanhar como a regulamentação será concluída e como cada empresa decidirá participar desse mercado.
Para o consumidor, isso pode significar novas formas de encontrar e receber medicamentos no futuro, sempre dentro das regras sanitárias aplicáveis.
Por isso, se você encontrar uma manchete dizendo simplesmente que agora é possível comprar remédio no Magalu, vale observar o contexto: a restrição específica foi revogada, mas isso não significa uma liberação irrestrita para qualquer vendedor ou medicamento.
Afinal, teremos remédio no Magalu?
A decisão da Anvisa remove uma barreira que existia contra o Magazine Luiza e acontece justamente enquanto as regras do comércio eletrônico de medicamentos passam por mudanças.
A legislação abriu caminho para que farmácias e drogarias licenciadas utilizem plataformas digitais na logística e entrega de medicamentos.
Isso é diferente de dizer que qualquer produto poderá aparecer no marketplace sem controle.
Para quem pretende comprar remédio no Magalu ou em outros marketplaces, o próximo passo será acompanhar como a regulamentação será concluída e de que maneira essas plataformas colocarão o novo modelo em prática.
Continue o papo
Fontes e referências
As informações deste artigo foram verificadas na Lei nº 15.357/2026 e nas informações divulgadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre plataformas digitais e comércio de medicamentos.
Consultar informações oficiais da Anvisa

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